“A Síndrome”

 

O PROBLEMA COM DROGAS

A dependência não é a única relação possível entre um indivíduo e uma substância.​

Não é necessário que a dependência se instale completamente para intervir. 

Faça algo sobre seu problema com drogas AGORA!

 

Será mesmo que para a tomada de decisão realmente importa se a relação de um indivíduo com determinada substância ou droga é de dependência? 

A dependência é apenas um tipo de relação disfuncional entre um indivíduo com uma ou mais substâncias.

 

Sabe-se hoje, através de estudos científicos, que mesmo aqueles que bebem ou usam qualquer tipo de substâncias, mesmo que "só de vez em quando", tem chances elevadas e até maiores que um dependente de se envolverem em situações de risco, como acidentes automobilísticos, por exemplo. 

 

Agora responda para você mesmo, o que é pior: prejuizos por ser dependente ou prejuizos por ser um usuário recreativo ?

 

Não é necessário esperar que um usuário "dito" recreativo torne-se um dependente ou tenha sérios danos colaterais para oferecer-lhe ajuda ou intervir diretamente. Na menor evidência de uma relação com drogas a recomendação de um especialista sempre será: INFORME-SE!!!

 

Prevenir e tratar efetivamente os riscos da dependência ainda é a melhor, mais eficaz e econômica forma de evitar consequências danosas a todos os indivíduos envolvidos. 

 

 

COMO IDENTIFICAR?

 

Será mesmo que sou um dependente?​ Será que meu ente querido esta dependente de álcool ou drogas? Talvez a resposta para estas perguntas não tragam mais tanta luz como se pensava no passado. Avaliar prejuízos decorrentes do abuso é apenas mais uma etapa do tratamento.

Outras comorbidades que frequentemente acompanham o usuário de drogas merecem atenção na construção e no planejamento de estratégias de tratamento (por um profissional, psicólogo especialista em drogas). 

 

Diversos sinais e sintomas podem ser observados em um usuário de drogas. Clique em Sinais e Sintomas no menu deste site e saiba mais sobre como identificar tais características.

 

COMO FALAR SOBRE TRATAMENTO?

 

Podemos pensar na Família como um sistema. Via de regra, todos interferem em processos considerados básicos e fundamentais da vida uns dos outros, portanto falar sobre tratamento e algo fundamental, mesmo que para tal, um intermediário especialista em drogas deva estar presente para orientar e conduzir o momento .

 

Uma ação orientada pode significar, de imediato, uma diminuição significativa do impacto das drogas em um sistema familiar. (Sistema = conjunto de indivíduos ligados entre si, cada um com crenças e valores próprios).

É comum a relação do indíviduo usuário de drogas e sua família estar desgastada ao ponto das conversas tornarem-se ameaças e improdutivas, já não funcionarem mais.

 

Partindo da perspectiva de que todos de um núcleo familiar podem ser profundamente afetados, direta ou indiretamente pelas drogas em seus processos, qual a melhor alternativa para instaurar ou restaurar a saúde de todos, senão falar sobre tratamento?

 

COMO E QUANDO TRATAR?

 

Na primeira e menor evidência de uso!

O tratamento ambulatorial é a alternativa mais barata, inteligente e eficaz para oferecer o suporte necessário para o indivíduo e para a família, auxiliando na tomada de decisões ao longo de todo o processo de tratamento.

 

Falamos de internação como "o último vagão de um trem". Quando todas as tentativas de ajuda já foram oferecidas e fracassaram, já houver evidências inegáveis de que sua saúde (física, mental e social) está comprometida, higiene e autoestima afetadas ao ponto notável, indicamos um tratamento nesta modalidade.

Muitos indivíduos só buscam efetivamente tratamento quando estão neste ponto, porém, ainda assim, respeitando critérios éticos e sob o cuidado de profissionais especialistas, um tratamento ambulatorial ainda é uma alternativa possível.

 

Como já mencionado no conteúdo deste site, somos hoje afortunados em número de modalidades de tratamento para problemas com drogas, mesmo assim não devemos deixar de lado outras comorbidades (condições clínicas que ocorrem junto com o uso de drogas), que se não tratadas em conjunto com a dependência podem, sem dúvida alguma, inviabilizar um tratamento, desencadeando recaídas frequentes.

 

O acompanhamento e diagnóstico de uso de drogas deve ser planejado por um profissional especislista em dependência química. A dependência química é uma doença e deve ser tratada como tal.

 

FORMAS DE INTERVIR

 

Por mais que sejamos semelhantes na condição humana, é fundamental que uma modalidade de intervenção seja planejada individualmente, esteja disponível e viável e respeite as possibilidades e necessidade dos interessados (indivíduo e/ou sua família) e ofereça eficácia e resultados positivos.

 

Existem inúmeras formas de intervir e modalidades de tratamento. Desde aconselhamento, orientação familiar, programa de consultas semanais, consultas semanais intensivas, programa de Intervenção Orientada, internação domiciliar, internações voluntárias (o paciente concorda com o tratamento), involuntárias ( o paciente é removido mesmo sem concordância e conduzido ao ambiente de tratamento / instituição), até mesmo, pós-tratamento.

 

Não é necessário esperar o pior para procurar ajuda. Um simples comportamento de agressividade injustificada, falta de vontade e motivação, baixa performance em aspectos fundamentais da vida podem significar problemas, justificar um possível tratamento psicológico e, se já não estiverem, levar ao risco do consumo problemático de drogas.

 

Portanto a melhor maneira de intervir ou planejar uma intervenção é sob  supervisão de um especialista em  drogas.

 

 

PRECISO MESMO INTERNAR?

 

Internar antes de uma avaliação correta pode ser um equívoco!

 

Por pior que sejam as crises familiares, lidar com os próprios desafios pessoais é necessário em todos os casos. Como Psicólogo Especialista,  presenciei diversas situações onde a internação não foi  melhor opção de tratamento. 

 

Internar alguém sem uma indicação pode não somente despertar no paciente um profundo sentimento de incapacidade de lidar com seus desafios pessoais, como interromper processos fundamentais e inerentes a construção da autonomia, ignorar outas modalidades de tratamento e até mesmo parecer, aos olhos de todos, uma atitude incoerente e desesperada. 

 

Interromper as atividades e relacionamentos cotidianos, tanto de trabalho quanto familiar, pode representar um retrocesso não sendo positivo nem para o indivíduo, nem para o tratamento. 

 

É possível pensar em internação como "o último vagão de um trem". Quando todas as tentativas de ajuda já foram oferecidas e fracassaram, já houver evidências inegáveis de que sua saúde (física, mental e social) está comprometida, higiene e autoestima afetadas ao ponto notável, indicamos um tratamento nesta modalidade. Muitos indivíduos só buscam efetivamente tratamento quando estão neste ponto, porém, ainda assim, respeitando critérios éticos e sob o cuidado de profissionais especialistas, um tratamento ambulatorial ainda é uma alternativa possível.

 

Uma internação é uma forma de intervenção que deve ser estudada profundamente para que possa ser congruente, coerente e viável.

 

 

E DEPOIS ?

 

Já foi mensionado neste site que a doença da dependência química afeta toda uma estrutura familiar e social, não apenas o dependente.

Todos que tem um familiar em tratamento devem saber que também precisarão de orientação e na maioria das vezes, tratamento. Não é tão simples apagar todas as marcas, negar os prejuízos e muitas vezes ressentimentos nos que convivem com dependentes químicos em uso de drogas.

 

Brevemente indico que todos os envolvidos, que de uma forma ou outra busca ajudar alguém, também comece a se preparar para receber orientação, conhecer profundamente sobre o assunto, um dia de cada vez, afim de entender o próprio processo e a partir desta nova compreensão poder perceber a "necessidade real" do outro.

 

"Não adianta fazer, é preciso fazer direito!"  Opinião do especialista

 

Como identificar?

Como falar sobre tratamento?

Como e quando tratar?

Como intervir?

Preciso mesmo internar?

E depois, oque fazer?

 

 

Dúvidas frequentes quanto as Drogas